Fabio Fernandes: o momento é excitante para a propaganda

16 de June de 2009, por Glauco Farnezi

Semanalmente estaremos publicando matérias deste excelente veículo de comunicação: Meio & Mensagem. Neste primeiro post segue um trecho da entrevista com Fabio Fernandes, que analisa as mudanças ocorridas nos últimos 15 anos no mercado publicitário:

Meio & Mensagem – Há 15 anos, quando você abriu sua agência, o mercado publicitário era diferente. Como você analisa as mudanças ocorridas neste tempo?

Fabio Fernandes – Muitas coisas mudaram. Muitas outras estão em transformação. As mudanças são desafiadoras e estão modificando nossa forma de pensar a relação da publicidade com o consumidor.

Estão se modificando pensamentos estáticos, as fórmulas e as regras que estavam estabelecidas – às vezes cegamente seguidas. O consumidor está correndo muito na frente. Ele está com um tipo de relacionamento diferente com as marcas. Essa é a mudança primordial.

Há 15 anos, fundamos a agência e, há cerca de 13, acreditávamos que existia um movimento em gestação. Criamos uma área que buscava, naquela época, ser especialista nessa nova forma de comunicação cristalizada pela internet.

A F/Nazca é pioneira nesse assunto porque sempre acreditou que isso iria influenciar de maneira indelével a forma de se comunicar em todas as mídias. Acho esse momento excitante porque temos como vivenciar novas experiências e nos mantermos aprendendo. É algo que ajudará a produzirmos conteúdo e formatos mais inovadores e cativantes e sair do tradicional, da coisa mais comum, que acaba sendo uma repetição.

O negócio da propaganda está ligado visceralmente à inovação. Quando todo o formato se modifica, pode ser assustador. Mas, sem dúvida, é um caminho novo para os profissionais que querem fazer revolução. Em contrapartida, há uma pressão maior por resultados. Há uma mudança de comportamento do cliente com as agências. Em alguns pontos isso também é positivo.

Acredito que, quanto mais profissional é a relação com os clientes, mais ela é justa. E menos importantes ficam as questões periféricas da profissão. Por outro lado, há muitas vezes um excesso, no sentido de o anunciante entender que as agências são um custo e que por isso se deve economizar aí – quando, justamente, é o lugar onde mais deve investir, para que surjam as melhores soluções, idéias e raciocínios e a marca possa crescer.

Fonte: Meio & Mensagem – Ano XXXI – Nº 1361 – 1º de Junho de 2009

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