3 passos para reflexão antes de “pensar” em sua ação interativa.
10 de September de 2009, por Raphael Lacerda
Qualquer investimento necessita dar retorno real, se não gerar nada em troca é gasto. Muitos empresários consideram o dinheiro utilizado em comunicação como gasto, pois não conseguem mensurar os resultados daquela ação, ou o retorno apresentado não justifica um investimento contínuo.
Até alguns anos atrás, mensurar o real retorno da ação, ligando elementos online com elementos off-line e outras variáveis, era demasiadamente complicado. A verdade é que isso ainda continua, mas hoje com adoção de metodologias e ferramentas, esta mensuração ganha maior facilidade e eficácia.
Outro fator é o crescimento do meio, quem ainda não está conectado, vai estar nos próximos cinco anos. Hoje, vende -se mais PC’s que TV’s. O consumidor possui mais acesso a informação, ele está mais participativo e comunicativo. Para ele falar mal de sua ação lançada ontem, basta menos que 140 caracteres. que podem ir para 10 pessoas. que repassam para mais 100. e a bola de neve cresce.
Se a internet está mais participativa, um site institucional com galeria de fotos e formulário de contato está defasado. Este é um modelo dos primórdios da web, porém não adianta criar comunidades no Orkut e Twitter e linkar para o velho espaço institucional, dessa forma o “Retorno” continuará não “dando as caras” no seu investimento.
Primeiro passo
Para “pensar” em investir em algo, é preciso conhecer.
Se existe um desafio a ser vencido, o primeiro passo é buscar informação. Se pretender escalar uma montanha, entenda todas as variáveis que podem afetar seu objetivo e crie planos para superar todos os obstáculos.
A internet é uma rede de pessoas, as maquinas perderam seu espaço neste ambiente na hora em que os usuários enxergaram as possibilidades de interação. Neste momento, o processo também ficou complexo. Entender como funciona, buscar ajuda realmente especializada, ou estudar a fundo o tema é o primeiro caminho para ter algum retorno.
Segundo passo
Respeite seu desafio.
Os desafios e inimigos devem ser respeitados, nunca subestime ou considere determinada ação como ganha.
O mercado de comunicação na internet tem se especializado e aumentado em grande ritmo, surgem diversos profissionais e investimentos para a área, uma grande quantidade de variáveis e informações devem ser levantadas para desenvolver qualquer ação.
Será que ao desenvolver aquela ação, com o projeto que criou após uma tarde de navegação, nos sites dos concorrentes, você não estaria subestimando seu desafio?
Se tanta gente está estudando e investindo na área, será que o caminho mais fácil, ou seu site institucional com topo em flash, terá algum efeito?
Terceiro passo
Minha ação é única.
Não queria ser repetitivo, mas já sendo: a internet é uma rede de pessoas, por isto, não posso criar apenas uma ferramenta simples e esperar ter resultados, pois o ambiente é complexo.
Assim fica difícil, não é? Mas a verdade é que é bem simples. É que na realidade estamos acostumados a iniciar a procura pelo lugar errado.
O terceiro passo é o que realmente irá iniciar todo processo. Ele não está no ambiente da internet e nem em todas as siglas e códigos que as novas tecnologias podem trazer. Não adianta começar a pensar sua ação, navegando em sites de concorrentes e nem procurando ferramentas novas para ‘enfiar’ no código.
Comece pelo o que é único, como sua ação deve ser, comece pela sua empresa, entenda a sua cultura.
No ambiente digital, o que vale é conteúdo, entretenimento ou utilidade. Dentro da sua empresa existe algo, ou alguém que gere algo neste sentido, realmente especial?
Foque sua ação neste diferencial e só a partir daí procure a melhor tecnologia para desenvolver o projeto, pois a ferramenta é apenas acessória. Busque referências nos concorrentes para fazer melhor que eles, e não copiar o que eles fazem.
Sua ação deve ser única e ter algum valor que incentive a interação do usuário, assim o caminho do retorno fica mais fácil.
Dicas para um “bom” investimento na internet. Number One
5 de August de 2009, por Gustavo Camargo
Empresários, profissionais de marketing, empreendedores ou a quem possa interessar… a internet é uma oportunidade para alavancar seu negócio, mas para gerar resultados que sejam realmente visíveis, é preciso entender como este ambiente funciona.
Para começar qualquer ação na internet, o investidor precisa entender algumas variáveis, vai ser dolorido, mas é preciso quebrar alguns “pré-conceitos” que herdamos dos primeiros anos desta evolução.
Internet é um ambiente: Isto mesmo, ela não é uma mídia, não é um espaço para veiculação e muito menos é um robô que fica fazendo propaganda para sua empresa, 24 horas.
Internet é um ambiente de pessoas: A tecnologia é um forte fator no meio, mas se não tiver pessoas pensando e ajustando suas ações, gente gerando valor para seus consumidores através da tecnologia, sua ação não terá grandes resultados, talvez seja novidade no começo e depois caia no esquecimento.
Internet é infinita: Não adianta, não tente. Você nunca estará em todo o lugar da internet com sua mensagem. A cada dia surgem novas ferramentas, novas formas de comunicar no meio.
Investir em cada uma que surge é gastar energia e recursos, primeiro que você nunca estará realmente em todos os lugares, segundo que para começar a sentir os efeitos da ação do seu negócio, não adianta só fazer o cadastro do Twitter e do Orkut e deixar ele parado.
Coloque pessoas, ou gaste energia lá, participando, interagindo, não adianta só “criar”, é preciso “ser” a empresa em cada pequena ação.
Internet tem de tudo: Coloque o nome básico do seu principal produto no Google, e conte a gigantesca quantidade de empresas que oferecem o mesmo produto que você. O que adianta fazer um investimento se para seu cliente você não aparece?
No seu site, o que você oferece de diferencial?
Como você se destaca neste meio, sendo que todo site tem os mesmos links: HOME-INSTITUCIONAL-PRODUTOS-CONTATO?
A solução para isto é a estratégia, toda empresa tem potencial de lucrar no meio, mas a forma de agir de uma não serve para outra. A Tecnisa vendeu um apartamento pelo Twitter, mas não é toda empresa que conseguirá isto usando a mesma estratégia.
Crie a sua própria estratégia de interação e invista nela. Entenda seu cliente, entenda o que a empresa pode oferecer na internet para este cliente e crie ações baseadas nisto.
Às vezes um blog no blogspot, criado em 30 minutos, mas que tenha um conteúdo interessante ou que um gestor passe uma hora por semana escrevendo dicas e opiniões sobre o segmento, e não um estagiário copiando e colando notícias, pode valer muito mais do que um site cheio de tecnologias, siglas e outros.
Internet não é microfone: O usuário de internet precisa ir para a ação da sua empresa e interagir com ela. Ou seja, você pede que o consumidor gaste uma energia com você, mas e o que você dá em troca?
Nos meios tradicionais, você usa um microfone para passar a mensagem da sua empresa, a comunicação está lá no caminho do consumidor, ele não precisa de nenhum esforço para ser impactado. A propaganda está no intervalo do programa, o outdoor está no caminho de sua casa. Mas e na internet? O usuário precisa digitar seu endereço, clicar no seu link, para conhecer seus produtos ou sua história, e você ainda acredita que ele faz isto sem ganhar nada em troca?
A verdade é que o usuário de internet quer solução, seja para algum problema, ou para suprir um desejo (um entretenimento, talvez)… é neste momento que sua empresa deve atuar. Por exemplo, você está aqui, num site de agência de internet, lendo um texto sobre dicas para investir na web, será que isto não é uma estratégia? Será que pode servir para sua empresa também?
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